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Ousadia fortalece caminhada de empreendedores rumo ao sucesso

Com trajetórias marcadas por reviravoltas profissionais, empresários compartilham experiências e estratégias que ajudam na construção de uma carreira que, aos poucos, vai se tornando mais sólida

Se tem um traço no ato de empreender que merece ser destacado é a possibilidade de levar a destinos inimagináveis, por caminhos que nem a melhor das novelas daria conta de apresentar. A atividade dança a valsa da vida e muda o rumo de pessoas que, sem medo de se lançarem no aterrorizante e encantador abismo do novo, saltam sem sequer contar de um a três. Simplesmente vão.

Para Rochelânia Sousa, que há sete anos largou o curso de Direito e o trabalho em um escritório para iniciar - com capital próprio - o sonhado negócio, a família é fundamental nessa trajetória. "Eu costumo dizer que eu tenho a melhor família do mundo", detalha.

Hoje, a família participa ativamente do negócio. Aos poucos, marido, irmão, irmã e cunhado foram deixando suas respectivas carreiras de lado para viver uma paixão intensa e lucrativa. "E eles não entraram quando o negócio já estava grande, não. Ainda estávamos no meio do caminho", lembra Rochelânia, que hoje se divide entre o e-commerce e uma unidade física da loja que aposta na venda de produtos de beleza.

Apesar de considerar que começou tímida no mercado, Rochelânia reconhece que começou nadando em mar de peixe grande: em 2012, quando os centros de distribuição de lojas e-commerce se concentravam prioritariamente na região Sudeste, ela resolveu apostar no sonho de vender maquiagem. "A paixão surgiu porque eu amava maquiagem. Eu acompanhava muitas blogueiras na época e queria estar no meio delas, mas eu sentia que não tinha talento para ser blogueira. Eu resolvi, então, fornecer maquiagem para elas", detalha sobre a criação da Maquiadoro.

Surgiu, então, a sacada: parceria. Blogueiras com alcance quase nacional à época usavam os produtos de beleza e indicavam a loja online como destino para que as espectadoras garantissem um visual tal qual o ensinado no tutorial. "Foi o jeito que eu encontrei de estar em contato com esse universo que eu já amava", diz Rochelânia.

Desafios

Porém, a empreendedora se deparou com a dificuldade na metade do caminho: como competir com lojas do Sudeste se o frete de Fortaleza sai mais caro para lá? Detectada a dificuldade, nasceu um centro de distribuição em São Paulo. "Eu passei praticamente um ano sem gastar nada do que eu ganhava no meu trabalho. E também tudo que entrava com a venda dos produtos realimentava o negócio. E assim a marca foi crescendo".

Com o centro de distribuição e a família cada vez mais inserida na empresa, Rochelânia tomou iniciativa ousada: assumir metade do frete nas compras para ganhar competitividade. "As pessoas tomavam um susto quando descobriam que a nossa marca é de Fortaleza. Todos achavam que era de São Paulo", detalha.

Passeando os olhos pela loja-física da marca, mais recente conquista de Rochelânia e dos colaboradores - que ela faz questão de exaltar, a empresária não só lembra das dificuldades deixadas como também sabe o que quer para o futuro: seguir apostando em um atendimento diferenciado e no estímulo ao colaborador. "São eles que fazem o negócio ser o que é hoje", arremata.

Caminho inverso

Enquanto o negócio de Rochelânia expandiu para desbravar o Sudeste, o empreendedor Orlando Lustosa fez o movimento inverso: de São Paulo, voltou à Capital cearense para desenvolver um sonho: o próprio negócio.

Orlando Lustosa saiu rumo a São Paulo para cursar o cobiçado Instituto Tecnológico de Aeronáutica - nos últimos 10 anos, a instituição recebeu 438 alunos fortalezenses. Voltou para montar o próprio negócio. Filho de professora, a proposta inicial era montar algo na área da educação.

A ideia de pronto foi abraçada pela mãe: ver o filho poder trabalhar em um negócio pelo qual ela sempre fora apaixonada. "Eu já tinha essa ideia de montar um negócio. Nossa ideia inicial, eu e ele, era montar algo na área da educação, sabe? Mas a gente fez um estudo de mercado e viu que, nesse ramo, não teríamos muito para onde crescer", relembra Cássia Lustosa, mãe e hoje sócia do filho.

Foi aí que veio da Terra da Luz a inspiração: apostar na moda praia. Com outros dois amigos do ITA, a mãe e mais o designer Breno Braga nasceu a Flee. "Eu gosto de brincar que o surgimento do negócio foi um grande alinhamento de planetas", explica Orlando. Questionado sobre o que o baseou no empreendedorismo, Lustosa responde, sem pestanejar: "a gente gosta de ler e acompanhar seminários sobre empreendedorismo, mas eu acho que não tem muito aula não. Está no fazer. Na minha visão, empreender não depende de empresa. É um jeito de lidar com as coisas", diz.

Desestímulos

Em meio às lembranças do início, lembra de uma das situações que quase fez com que ele e os quatro sócios desistissem do negócio. "Ano passado a gente fez um cálculo de produção além do que o mercado conseguiria absorver. Foi um momento de reorganização de empresa, mudar função, ampliar comercial e pegar empréstimo para financiar o caixa que não veio", diz.

Hoje, o empreendedor sabe o que quer para o futuro: transformar a marca em uma grande plataforma de designers. "Existe uma inteligência acumulada em Design de Moda aqui em Fortaleza muito grande", arremata.

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